Por: José Ricardo da Silva
Deitado com olhos vividos abertos em meio à escuridão, olhando para o nada e vendo tudo, enxergando tudo, mas sem entender nada.
Tudo que parece tão pouco é tudo o que se precisa para nada, nada de mais, nada normal, é tudo apenas um reflexo num ápice de alegria em meio ao infinito do amor, de dor e de ódio que se transparece no fundo da alma...
Por trás das cortinas corroídas se enxerga a diluição de tudo que se cresce sem afeto, sem moral e aquele bom costume que ficou para trás se acostumou a viver sem nenhum conceito, sem nenhum efeito, mas o efeito do que se nasce hoje tem aquele conceito de que tudo é precioso de mais para se ter pouco e pouco é quase nada para quem já tem tudo.
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